sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O meu (nosso) lugar no tempo e no espaço...

"...é incrível como algumas vezes não dá pra negar que o universo conspira a favor das coisas! Na mesma semana em que fui observar meu lugar no universo, na disciplina de Tempor e Espaços Escolares, na disciplina de Seminário de estudos I, lendo Vigotski em A Função Social da Mente, redescubro que o tempo e o espaço..., aliás o tempo é o espaço! pode parecer piração, recomendo que leiam o livro onde o que vou tentar trazer está melhor explicado possívelmente, mas não é no capítulo 3 sobre memória descobrimos que a memória humana passou por uma mudança de paradigma na sua evolução devido ao advento da sociedade: os hominídeos eram nômades, seguiam pela vida conforme a oferta de alimentos que o ambiente çlhe oferecia, com o tempo memorizava a rota em memória fotográfica, mas "não tinha" tempo embutido nessa relação, só movimento e necessidade - crê-se -, pois bem, lá pelas tantas descobriu a agricultura, o fogo etc. e fixou moradia, foi aí que o tempo passou a existir, pois o nosso antepassado comço a prestar atenção nas estações, no movimento dos animais de migração, no cicoo das plantar e o tempo que conhcemos começou a se formar, e a consciência de mundo foi se ampliando. Assim demo-nos conta do mundo a nossa volta e começamos a explora-lo além da rota conhecida, e tivemos que dar jeito de nos orientarmos no tempo e no espaço, surgiram os primeiros calendários de nós, marcas na madeira, argila, buscamos pontos de referências e onde não os havia, os criamos: as constelações.
Bom se tempo e espaço, como saber o meu lugar no espaço sem perceber o tempo, recriando o processo de uma espécie na própria, e o espaço então, como não mirá-lo?
Para mim que cresci vendo estrelas cadentes, que esperava a noite pra achar o Cruseiro do Sul, que ia altas horas pra rua ver eclipses lunares, buscar constelações de atlas na mão e pasei muito frio para ver em noite de serração "arco-íris na lua" isso é muito difícil e triste de perceber...
Como psicopedagoga, tenho conhecimento e compreensão, ainda maior do que quando ia pra rua descobrir o céu, do quanto é importante oferecer para uma pessoa meios de construir as noções de tempo e espaço para que possa construir todos os próximos que precisar e quiser na sua vida de aprendente (ad eternum), sei que são os dois ultimos que elaboramos no desenvolvimento cognitivo por serem os mais complexos, e entendo porque tantos tem problema de organização e similares que geram problemas de aprendizagem a partir daí.
Como professora em formação, penso que o céu é o limite(!), seja o céu visto pela fresta no teto que faz goteira e poça no chão, o céu da boca, o céu da laranja do céu, o céu do nome da menina, o céu do dia, o céu da noite e tantos céus quantos os alunos nos trouxerem, mesmo o que só é visto pela tv e o video game!
Como professora vejo a importância de levar meus alunos ao céu, e estar preparada para seu encantamento ou sua frustração que podem se converter um no outro conforme o momento, pois o universo é o maior espaço que ocupamos, o nosso espaço, temos que sabê-lo mas para nós, nosso conhecimento, utilidade e, quem sabe, deleite, tal os homens primitivos.
O céu é o limite, nosso lugar no espaço."

sábado, 12 de setembro de 2009

Uma das perguntas que não querem calar em mim..

“o ser humano é um ser muito interessante: é capaz de mover mundos para tentar socorrer uma pessoa de sob um soterramento se houver uma, mesmo que imensamente remota, chance de vida. Mas quando uma pessoa está perdida no fundo da ignorância, quem é o que se mobiliza para resgatá-la?”



(retirada de algum programa de tv quando eu tinha uns 10 anos)